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sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Roteirista de 'Sexta-feira 13': 'Jason é tricolor'

Encontramos o criador. Ele é o responsável pela maior fonte de inspiração da arrancada do São Paulo no Campeonato Brasileiro rumo ao sétimo título da competição. Victor Miller, de 69 anos, e que atualmente vive nos Estados Unidos, é o roteirista do primeiro filme da série "Sexta-feira 13", que consagrou o personagem Jason.


Com exclusividade, Miller falou com o LANCENET! e comentou sobre a febre que seu personagem virou nos gramados brasileiros, na pelo do Tricolor paulista. Fã de futebol, ele se disse emocionado com a associação do São Paulo com sua cria. Revela ainda que não via sucesso no seu carrasco e que imaginava a morte de Jason, aquele que nunca morre, logo após o primeiro filme.

Encantado com a Jasonmania tricolor, que tem embalado o São Paulo rumo ao hepta, Miller fez sua aposta e mostrou-se um aliado do Sampa na luta por mais uma conquista. Confira abaixo a entrevista exclusiva com o criador do Jason:

Bate-bola com Victor Miller - Roteirista de 'Sexta-feira 13'

Como o senhor definiria a personalidade de Jason Voorhees?
Jason era um menino que não tinha nada, afastado das pessoas, ridicularizado pela sociedade, mas defendido até a morte pela mãe. Abandonado por quem deveria tê-lo protegido, o que causou o desejo de se vingar de quem cruzasse seu caminho.

O que pensa a respeito da comparação do seu personagem com uma equipe do futebol brasileiro?
Estou emocionado que o São Paulo tenha encontrado sua identidade ligada ao Jason. Sei que Jason ficaria lisonjeado em ser sua inspiração.

Você imaginava ver milhares de torcedores com máscaras do Jason?
Quando escrevi “Sexta-feira 13”, não fazia ideia de que poderia ser famoso, rico ou entrevistado por um amigo do Brasil. Nem de que Jason viveria além do primeiro filme. Estou profundamente honrado pelos torcedores do São Paulo.

As pessoas ainda temem o Jason quando assistem ao filme?
Costumo promover sessões do filme para instituições de caridade locais. Acho que ainda pulam de susto, quando Jason começa a sair da água para a sequência final da vingança.

Gosta de futebol? Qual seu time?
Sempre fui fã, era goleiro no colégio. Vejo a Série A italiana e alguns times ingleses. Gostaria que nossa Major League Soccer (Liga Norte-americana) tivesse esse padrão, mas acho que isso vai ocorrer com o tempo. Agora, estou terrivelmente apegado ao Milan e à Juventus da Itália.

Imagine que tenha de escrever um roteiro sobre o Campeonato Brasileiro. Seria um grande suspense?
Está brincando? Jason sempre vence! O São Paulo avançaria sobre seus adversários, que fingiriam lesões por medo, correriam para o outro lado. Imagine bater um pênalti com Jason debaixo das traves? Não ousariam tentar passar por ele.

Se Jason Voorhees fosse um torcedor, apoiaria qual equipe?
São Paulo, é claro!

Fonte: Lancenet

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terça-feira, 27 de outubro de 2009

DIGA À TODOS QUE FICO!

Um dos melhores zagueiros do Brasil e xerife da zaga tricolor, Miranda volta a se entender com diretoria, após ter tido desentendimentyo na janela para Europa, e visando Libertadores avisa: ' Diga á todos que fico!'

Em entrevista ao programa Arena Sportv, o zagueiro do time do Morumbi explicou o desentendimento e até mesmo alguns julgamentos que fizeram quanto ao desempenho do seu trabalho.

- Eu fui muito questionado. Disseram que cairia de produção ou que teria alguma "dorzinha", mas em momento algum pensei assim. Estava para ser negociado, e o time tinha um clássico contra o Corinthians. O (técnico) Ricardo (Gomes) perguntou como estava a minha cabeça, que eu poderia ficar fora do jogo se quisesse. Ele sabe como é quando um monte de coisa fica passando pela sua cabeça, mas a partida era importante, e eu disse que jogaria para ajudar o clube e também a ele. Enquanto o meu contrato estiver em vigor, vou procurar fazer o meu melhor.

Falando bem abertamente, Miranda não saiu por causa das pretensões do clube para este ano, logo após o fiasco da Libertadores. Concerteza, com um planejamento como o do São Paulo não é de se jogar fora, nunca foi, e agora com o sonho do Hepta presente mais uma vez, concerteza o zagueiro do tricolor vai ter papel fundamental nas próximas partidas, prinpalmente a de quarta-feira diante do Internacional.

Veja um trecho da entrevista do zagueiro tricolor no programa.



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terça-feira, 15 de setembro de 2009

ENTREVISTA | RICARDO GOMES

Ricardo Gomes, técnico do São Paulo, cedeu entrevista ontem a noite ao programa do Sportv Bem,Amigos! . Ricardo falou sobre a equipe tricolor, comparações com Muricy e a iumportância de um sistema tático hoje, sem contar a confiança e a experiência do eleco. Entrevista esta que você confere nos vídeos abaixo:








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terça-feira, 25 de agosto de 2009

ENTREVISTA | ROGÉRIO CENI

O capitão tricolor fala de sua volta, a fisioterapia, e os momentos passados este ano pelo tricolor ontem a noite no programa Bem, Amigos! . Rogério que é a identificação da torcida tricolor garante que não se vê jogando em outro clube e promete vida dura para o Palmeiras no domingo. Onde a ordem é ganhar ou ganhar. ' Isto aqui é minha vida, dedico 55% a ela! ', diz Ceni. Vamos tricolor.

Confira a entrevista:













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terça-feira, 11 de agosto de 2009

Entrevista | Muricy Ramalho

O atual técnico do Palmeiras, Muricy Ramalho, cedeu entrevista ao Arena Sportv. Dentre os assuntos abordados, Muricy comentou sobre supostas pressões de dirigentes tricolores e as propostas que recebia. E ainda frisa:

- Preferia sair do São Paulo com vitória! - concluiu o treinador.

Veja os vídeos da entrevista.







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terça-feira, 4 de agosto de 2009

ENTREVISTA | ANDRÉ DIAS

O zagueiro tricolor, André Dias, esteve ontem no Bem-Amigos!, programa do Sportv, e falou do bom momento do São Paulo e frisa a importância do condicionamento físico.
Confira.







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sábado, 1 de agosto de 2009

ENTREVISTA | DAGOBERTO

Atacante tricolor, que readquiriu a confiança no último jogo avisa: " O HEPTA É POSSÍVEL! ".

Dagoberto, que cedeu entrevista para o programa Arena Sportv, falou de como a equipe vem se recuprando no Campeonato, na possibilidade de títulos, no caso o Hepta e Tetra seguido, chegada de Ricardo Gomes e a postura dentro de campo do Tricolor.

Dagol vem mostrando a que veio e se encaixa muito bem no esquema de Ricardo Gomes. Sem contar, que pode dar opções de atuar ao lado de Borges ou Washington, coisa que não ocorria no time de Muricy Ramaho. E agora? Fez bem o São Paulo em demitir ? Porque essa mudança ?.

Dagol responde algumas delas. Confira:














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segunda-feira, 6 de julho de 2009

'Não vamos brigar para não cair'

Hernanes, em entrevista para o Arena Sportv de hoje, comentou o mau momento da equipe tricolor, mas garante que a fase é passageira.




Questionado sobre o rebaixamento, o volante tricolor diz que esta palavra nem passa pela cabeça do elenco.

- Houve uma mudança de técnico e vencemos logo de cara. Pensávamos em outro bom resultado para estabilizar, mas não foi possível. O time é o mesmo que foi campeão, sabemos que as coisas vão melhorar. Temos trabalhado, buscado. Não vamos brigar para não cair, essa conversa não existe.

Hernanes comentou que a chegada de peças novas ao elenco no início da temporada, ainda não se encaixaram bem na equipe mas que irão fazer de tudo para que o entrosamento e o encaixe seja feito o mais rápido possível, quanto ao relacionamento ele garantiu que é muito bom com todos os atletas.

São grandes jogadores que chegaram. Não encaixou dentro de campo ainda. O bom relacionamento ainda não refletiu em resultados. A gente tenta achar a resposta. Na teoria era para melhorar, é um time campeão e que ganhou bons jogadores.

Quanto a Muricy, o camisa 10 do tricolor disse que após a eliminação da Taça Libertadores ficou inviável a permanência do comandante da equipe, pois até alguns atletas reclamavam de ficar no banco de reservas, sinal de que algo estava errado.

Hernanes diz que a equipe está tentando entender a fase que está passando para melhorar, " A equipe nçao tomava gols, este era o diferencial", concluiu o jogador.

Confira outros trechos da entrevista de Hernanes.








O quebra-cabeças tricolor precisa se encaixar e rápido, e concerteza a torcida dará todo o apoio. Resultados importam ? Importam sim, mas a paixão pela instituição São Paulo supera concerteza. Vamos Nação. Vamos a luta por um Novo tricolor.

Saudações Tricolores;

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Entrevista exclusiva com Muricy Ramalho

O blog do Zanqueta, parceiro do Cativa, cedeu-nos a entrevista de Muricy Ramalho que você confere na íntegra.

A entrevista foi feita pela Kátia, uma das editoras do Blog do Zanquetta, que deixou claro que não era uma jornalista e conduziu a entrevista como uma fanática torcedora do Tricolor.

Para ouvir a entrevista baixe o MP3 clicando no link http://www.mediafire.com/?nijmzvnzmmm


É MURICY! É MURICY!


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terça-feira, 2 de junho de 2009

Washington empolgado com evolução tricolor

Em entrevista ao Bem-Amigos da Sportv, Washington diz que partida contra o Cruzeiro marcou o início de um novo São Paulo, rasgando elogios ao recém contratado Marlos.

Marlos que foi escalado de surpresa na partida contra o Cruzeiro se destacou com belos dribles e assistências.

- Realmente foi uma ótima surpresa. Ele deu uma outra cara ao time. Não tínhamos esse jogador que abria espaços e procurava os atacantes. Até para os laterais, a entrada dele foi significativa. O Zé Luis, por exemplo, chegou várias vezes na linha de fundo, coisa que não acontecia antes – afirmou o jogador.

E se tratando de Libertadores, Washington afirma, "vamos com muito mais força".

- Daqui para a frente, a tendência é evoluir cada vez mais. A gente precisava de uma vitória como essa para ganhar tranquilidade. Sem dúvida, no dia 17, quando enfrentarmos o Cruzeiro, será um jogo completamente diferente, mais pegado. Mas certamente vão lembrar da vitória por 3 a 0. Psicologicamente, isso fará com que o time entre muito mais forte em campo.

A partida contra o Cruzeiro será realizada no dia 17 de Junho no Morumbi às 21:50, valida pelo torneio tão desejado por nós tricolores, a Taça Libertadores.

Veja agora um trecho da entrevista no vídeo abaixo.



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quinta-feira, 21 de maio de 2009

ENTREVISTA | Diego Lugano

"É Impossível eu jogar no Palmeiras, Santos ou Corinthians" diz Lugano

Zagueiro fala sobre a identificação que tem com o São Paulo, celebra viver um bom momento no Fenerbahce e lamenta não poder enfrentar o Brasil, pelas eliminatórias para a Copa Carlos Padeiro, especial para o Pelé.Net

Prestes a encerrar a sua terceira temporada pelo Fenerbahce, da Turquia, o zagueiro Lugano atendeu a reportagem do Pelé.Net por telefone, enquanto passeava com sua família em Istambul. Durante uma das perguntas, parou para distribuir autógrafo e tirar foto com um torcedor. Confira a entrevista:

Como foi a temporada pelo Fenerbahce? Você está bem adaptado à Turquia?
Lugano - Para o time foi uma temporada ruim. Na Champions [Liga dos Campeões] não avançamos como queríamos. Perdemos a Copa da Turquia na semana passada. Na Liga, estamos na quinta colocação e faltam só duas rodadas. Mas individualmente o ano foi bom para mim. Joguei do princípio ao fim em um bom nível e fui reconhecido pela torcida. Ainda marquei oito gols na Liga, algo pouco comum para um zagueiro. Em relação à vida por aqui, melhor impossível. A cidade é bonita, o clima é bom e a torcida é fanática. Recebo muito carinho e apoio. A qualidade de vida é impressionante, e eu e minha família vivemos muito bem.

Se recebesse alguma proposta, você jogaria nos rivais do São Paulo ou em algum time de outro estado do Brasil?
Lugano - Sou torcedor do São Paulo, sempre digo isso pela identificação que tive com o clube, mas a gente vive do futebol e fica difícil falar sobre o futuro. Não sei o que pode acontecer. Mas jogar por Corinthians, Palmeiras ou Santos é impossível. Seria uma falta de respeito a mim mesmo, ao São Paulo, à minha família... Em outro time, não sei dizer.

Já sabe onde atuará na próxima temporada?
Lugano - Meu contrato acaba em duas semanas, e o Fenerbahce mostra interesse em renová-lo. Fui reconhecido aqui.

Você pretende se transferir para algum centro maior da Europa, como Espanha, Itália ou Inglaterra?
Lugano - Ainda tenho o desejo profissional de um dia jogar por um grande time da Itália, Espanha, Inglaterra... Mas por enquanto não existe nada definido. Quando a temporada acabar, vou analisar as propostas.

Voltaria ao Brasil agora?
Lugano - Meu plano é continuar aqui na Europa. Vivo um bom momento profissional, e é importante conseguir benefícios financeiros agora para a minha família.

Tem acompanhado o futebol brasileiro? O que está achando do São Paulo na Libertadores?
Lugano - Acompanho muito o São Paulo. É o maior time do Brasil, pelo elenco que tem, a estrutura. Mas são muitas baixas. Teve o Rogério Ceni, o Rodrigo, o André [Dias]... São muitas contusões, e isso faz com que a temporada seja mais complicada. Mas tomara que o time cresça agora, na reta final da Libertadores. Estarei na torcida.

Os jogadores do São Paulo sentem a falta do Rogério principalmente por causa da liderança? Pelo que você vivenciou no futebol, esse é mesmo um diferencial dele?
Lugano - É muito difícil encontrar em qualquer time do mundo um jogador com tanta influência como o Rogério, não só pela mentalidade que ele tem, mas também por tudo o que conquistou no clube. Mas tenho visto que ele sempre vai aos jogos, procura contagiar os companheiros, passar tranqüilidade e fica na torcida. Só que com um caráter como o dele, fica muito difícil substituí-lo dentro de campo.

O que mais te marcou na sua passagem pelo São Paulo?
Lugano - Muita coisa. Desde o primeiro dia até o ultimo. O que mais me marcou foi a identificação que tive com a torcida e a torcida teve comigo, independente de títulos ou jogos.

Você pensa voltar um dia ou encerrar a carreira no Morumbi?
Lugano - Sempre penso nisso, voltar a defender a camisa tricolor. Mas é uma coisa que não depende só de mim. O São Paulo é um time muito grande, o maior do Brasil, e depende se um dia vai precisar do meu serviço de novo. Não adianta falar agora, que pretendo continuar por aqui.

Qual é a expectativa para o jogo Uruguai x Brasil, no dia 6 de junho, pelas eliminatórias?
Lugano - Não vou jogar porque tomei dois amarelos. Estou suspenso. Jogo contra o Brasil é sempre diferente, quase morro (risos). Mas vou ter de olhar do lado de fora dessa vez. É uma partida decisiva, o Uruguai está na briga por uma vaga na Copa, e cada vez mais se aproxima o final das eliminatórias. Mas só vou poder jogar contra a Venezuela [no dia 10].

quarta-feira, 20 de maio de 2009

ENTREVISTA| Milton Cruz


Há 14 anos ele busca jogadores para o São Paulo.

E evita que outros talentosos sejam mandados embora.

Um pequeno exemplo.

“Um treinador do juvenil queria dispensar um garoto.

Disse que era muito franzino e que ele aproveitasse sua inteligência para estudar.

Ser engenheiro, essas coisas.

Eu não deixei esse menino sair”, relembra.

Esse menino tem nome: Kaká.

Essa história só já valeria uma existência.

Mas Milton Cruz já fez muito mais.

Observou e deu seu aval, quando ninguém acreditava, para inúmeros jogadores.

Luís Fabiano, Kléber, Lugano, Cicinho, Miranda, Borges, André Dias, Fabão, Danilo, Grafite.

Maldonado, Gustavo Nery, Josué, Mineiro, Marcelinho Paraíba, Alex Silva, Jean.

Errou também com Reasco, Jancarlos, Juninho, Jadílson, Lenílson, Rondon, Marcel, Lima.

Mas o saldo está mais do que positivo.

Além de consultor técnico, ele é braço direito de Muricy Ramalho.

E pode explicar com detalhes o que está acontecendo de errado com o São Paulo.

Em entrevista exclusiva ao blog do Cosme Rímoli ele faz grandes revelações sobre o clube que tanto ama.

E de quem não é contratado.

É funcionário, com carteira assinada. Se Muricy for embora, ele fica no clube.

O presidente Juvenal Juvencio não admite pensar em liberar Milton Cruz.

Milton, você é considerado o melhor observador de jogadores do Brasil.

Por que o São Paulo não tem um meia há três anos?

Não temos, mas ganhamos três vezes seguidas o Brasileiro. Gozado, né?

Vou ser claro com você.

Eu procuro, observo, corro atrás.

Mas o que está acontecendo é que o São Paulo é um clube que não está fazendo grandes investimentos.

Nós não concorremos com grupos financeiros como a Traffic, Sonda, Unimed.

Ou nós conseguimos buscar o jogador com custo zero, no final do seu contrato, ou não brigamos com a concorrência.

Eu tenho agora uma lista que vale ouro, de 40 jogadores que ficarão sem vínculo com seu clube no meio do ano.

Envolvendo Brasil, América do Sul e Europa.

O São Paulo vai se reforçar. E bem.

Não para a Libertadores. Mas na janela do Brasileiro.

E Ronaldinho Gaúcho? Interessou de verdade?

Pensamos até nele. Mas nada concreto.

Houve interesse por parte da diretoria.

Mas sabíamos que seria impossível.

Ele ganha muito no Milan (cerca de 600 mil euros por mês, mais de R$1,6 milhão).

Não iria rasgar dinheiro.

E tem outra coisa: ele já está sendo convocado.

Não precisa voltar para ser chamado pelo Dunga.

Mas e agora: o time vai despencar?

As pessoas são precipitadas. Existem vários jogadores machucados que retornarão até o jogo com o Cruzeiro.

Eu e o Muricy estamos trabalhando com cuidado. Nada é por acaso. Nós acabamos de perder o nosso líder, o Rogério Ceni.

O grupo ainda está se ressentindo, foi muito tempo de dependência do Rogério.

Os jogadores estão reagindo. Novas lideranças estão aparecendo.

Com a volta dos machucados, o time será outro contra o Cruzeiro.

E estamos adorando que vejam o Cruzeiro como favorito para nos eliminar na Libertadores.

Temos consciência da nossa força.

O nosso grupo é excelente.

Melhor do que o ano passado.

Eu posso falar isso porque estou na intimidade do dia-a-dia.

Está tudo sob controle. Daremos a mostra nestas partidas contra o Cruzeiro.

Não dará tempo para fazer nenhuma contratação para a Libertadores?

Sinceramente, acho que não.

Nós temos contatos feitos, adiantados.

Marlos do Coritiba é um.

Estamos praticamente fechados.

Mas chegou o Inter e seu parceiro Sonda, o Palmeiras e a Traffic. O Grêmio…

Vamos ver se conseguimos confirmar a contratação de Marlos.

E o restante fica para a janela.

Você não vai escapar: o São Paulo busca mesmo um craque para o meio de campo em julho?

Busca, sim. E craque mesmo.

Já conversamos com o Juninho Pernambucano, com o Alex, ex-Palmeiras.

São jogadores quase impossíveis porque temos concorrência ou eles preferem ficar na Europa.

Uns conselheiros pensaram no Valdívia. Mas eu não recomendei.

Eu aposto no histórico do meia e não só em uma temporada.

Há outros meias do futebol sul-americano que estão analisados e catalogados.

Vamos buscar um bom.

Nos ofereceram o Molina, jogador que eu respeito, mas não se encaixa no perfil do São Paulo.

Deve vir de fora.

O Danilo que está no Japão tem chance de voltar?

Olha, só agora estão reconhecendo a capacidade técnica e tática do Danilo.

Ele está muito bem no Japão.

Acredito que não queira voltar.

Mas seria ótimo se voltasse. Fui eu quem o trouxe da primeira vez, adoraria vê-lo reconhecido como merece no São Paulo.

Um meia vem. Isso a torcida pode estar mais do que certa.

Você foi um atacante mediano, como é que desenvolveu tanto talento para descobrir jogadores?

Foi o olho clínico do Minelli. Ele ficou admirado quando recomendei o zagueiro colombiano Córdoba.

O Minelli adorou o jogador, que não veio para o São Paulo porque era caro, US$ 1, 7 milhão.

Ele acabou indo para a Inter de Milão, mas a nossa diretoria se arrependeu de não me ouvir.

E a partir daí, não parei mais. Já perdi a conta de jogadores que eu recomendei a vinda nestes 14 anos de clube.

Você tem uma história interessante com o Lugano, não é?

Tenho. Foi o ex-presidente Marcelo Portugal Gouvea quem mandou buscá-lo no Uruguai. ( A recomendação foi de Juan Figer.)

Lugano chegou afobado, afoito e cintura dura.

Tivemos de trabalhar com ele por muito tempo afastado do grupo.

E o presidente me cobrando toda semana.

Na época, eu e o Rojas treinávamos o time.

Tive uma idéia. Coloquei o Lugano na sobra, para jogar protegido. Afinal era o jogador do presidente…

Deu mais do que certo. O Lugano virou esse baita jogador.

E a partir daí, o São Paulo passou a adotar três zagueiros…

Vocês fracassaram no ano passado com essa história de bad boys…

Olha, eu indiquei só um: o Adriano.

Fui eu quem começou os primeiros contatos.

Quando ele veio, fiquei surpreso porque a diretoria trouxe o Carlos Alberto e o Fábio Santos.

Vi na hora que não daria certo. Um bad boy, tudo bem. Dá para controlar.

Mas, três não dá não.

E deu no que deu…

Em relação aos que você indicou e não deram certo?

Qual o motivo?

Ah… É sempre o mesmo. Falta de personalidade para suportar as cobranças.

Aqui no São Paulo é pressão a todo o momento.

Nós somos campeões mundiais, da Libertadores. Tri brasileiro.

Está tudo muito recente.

Vários jogadores que vieram do Rio de Janeiro não deram certo nos últimos tempos no São Paulo.

Não foi coincidência. No Rio, a exigência é bem menor. Aqui é duro, todos estranham.

E vários não conseguiram jogar mesmo.

Fazer o quê? Não posso adivinhar que o jogador vai se encolher ao chegar aqui…

O Dagoberto é um caso à parte. Ele deu certo ou não no São Paulo?

Olha…eu sou sincero. Sou fã do futebol dele, o considero diferenciado.

Só que ele nunca rendeu no São Paulo o que rendia no Atlético Paranaense.

E talvez nunca vá render. Sabe o porquê?

Porque o São Paulo não vai fazer o que o Atlético Paranaense fazia.

O time jogava em função dele. Aqui o Dagoberto tem de jogar em função do time.

Isso é uma grande diferença.

Até hoje o Dagoberto está se adaptando.

Ele é um grande jogador. Está cada vez melhor em termos de conjunto.

Ainda confio muito nele, mas entendo como foi dura a sua adaptação.

Conte a história de como o Kaká esteve para ir embora do São Paulo…

Foi a minha teimosia que fez com que ele ficasse.

Vi um talento nele que ninguém via. Desde os tempos do dente de leite.

Não tinha força para bater na bola, mas tinha uma visão diferenciada do jogo.

O treinador do juvenil falou para ele aproveitar a inteligência dele estudando.

Mas eu o convenci a aproveitar o garoto.

Depois, quando estava jogando a Taça São Paulo, levei o Vadão, treinador do time principal para vê-lo jogar.

No estádio tomamos um susto, o Kaká estava na reserva.

O Vadão ficou com dó de mim e, por amizade, deixou que o Kaká treinasse com os profissionais.

E deu no que deu.

É verdade que você indicou o Pato para o Milan?

Sim. O Kaká me ligou pedindo um jogador diferenciado para o ataque do Milan.

Ele já tinha um nome brasileiro (William do Corinthians).

Eu perguntei quanto o Milan queria gastar.

O Kaká me disse que não tinha limite.

Indiquei o Pato em vez desse outro jogador.

O Kaká ficou mais do que satisfeito.

Indiquei vários jogadores para o Paulo Autuori, Carpegiani, Cuca, Leão, Nelsinho e muitos outros.

Indico com o maior prazer, sem ganhar um centavo.

Até o nosso ótimo preparador físico Carlinhos Neves fui eu quem indicou.

Você não pensa em largar o São Paulo e abrir uma consultoria, uma agência de jogadores?

Minha mulher que é mais mercenária do que eu me diz isso todos os dias.

Mas eu amo o São Paulo. Tenho prazer em sair de casa e ir para o CCT.

Conversar com o Muricy, estudar os adversários.

O Autuori acabou de me chamar para ir trabalhar com ele no Grêmio.

Mas, não vou.

Sinto que meu lugar é no São Paulo.

E na Seleção Brasileira? Poderia fazer um ótimo trabalho na base…

Cosme, você sabe tanto quanto eu.

Ninguém do São Paulo não trabalhará na Seleção Brasileira enquanto for essa diretoria.

Por mais que a pessoa mereça.

Para mim está ótimo. O São Paulo já é a Seleção Brasileira…

Fonte: Blog do Cosme Rímoli

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